Estudo busca maior compreensão sobre a dermatotilexomania

Em momentos de intenso nervosismo, mesmo que sem qualquer expressão verbal, o corpo exprime suas emoções. Roer as unhas e coçar talvez sejam as reações mais comuns desse tipo.

Embora esses sejam comportamentos geralmente inofensivos, há casos passíveis de análises científicas. A dermatotilexomania (ou escoriação neurótica) é um transtorno em que o paciente, com a unha ou até mesmo com objetos, causa ou agrava lesões na própria pele.

O professor do Departamento de Psiquiatria e Neurociência Comportamental da Universidade de Chicago, Jon Grant, publicou recentemente um estudo que busca a compreensão dos componentes mentais por trás da dermatotilexomania.

Os resultados da pesquisa apresentam como possibilidade um tratamento semelhante ao indicado para pessoas com dependência química (que também são guiadas pela impulsividade). O próximo passo de Grant é o estudo do transtorno utilizando-se de imagens.

Mais informações: University of Chicago

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Postado no dia 29 de agosto de 2015      nenhum comentário

Curso de Capacitação em Pesquisa Clínica

O Ministério da Saúde, em colaboração com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, realiza o Curso de Capacitação em Pesquisa Clínica. Com início dia 16 de setembro, o curso será realizado na modalidade de Educação à Distância (EaD), com ferramentas gráficas e interativas, sempre com o acompanhamento e a mediação de um tutor com experiência na área.

Carga horária: 80 horas (28 semanas).

Conteúdo programático:
Módulo 1: Bioética, Panorama Mundial da Pesquisa, Metodologia Científica.
Módulo 2: Particularidades da Pesquisa Clínica e Elaboração de Projetos de Pesquisa.
Módulo 3: Fases de Estudo, Medicina Baseada em Evidência, Bases de Dados Leitura Crítica de Artigos Científicos.
Módulo 4: CEP, CONEP e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
Módulo 5: Farmacovigilância, Farmacoeconomia, Papel dos Profissionais em Pesquisa Clínica.
Módulo 6: Atuação na Pesquisa Clínica e Noções de Gestão.

Critérios para seleção: 3º grau completo e análise de currículo.

Documentos necessários: curriculum vitae (ou Lattes) e carta de intenção.

Processo seletivo: de 1º a 4 de setembro.
Divulgação do resultado: 9 de setembro (confirmação por email).

As inscrições podem ser feitas até 30 de agosto.

Clique aqui para se inscrever.

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Postado no dia 25 de agosto de 2015      nenhum comentário

Inovações tecnológicas para cuidados médicos

A Johns Hopkins Medical School promoveu no final do ano passado o Healthcare Technology Day, evento em que mais de 30 empresas apresentaram inovações tecnológicas nas áreas da saúde.

Um dos destaques foi um dispositivo que possibilita guiar uma agulha usando a ultrassonografia para atingir determinado ponto dentro do corpo. Duas câmaras e um software permitem o controle dos movimentos. A diferença em relação aos aparelhos de ultrassom já conhecidos é que essa tecnologia vai muito além da análise de imagens; ela permite realizar procedimentos.

O responsável por tal inovação é o Medical UltraSond Imaging and Intervention Collaboration (MUSiiC), um laboratório de pesquisa da Johns Hopkins University que desenvolve tecnologias inovadoras de ultrassom para aplicações médicas.

Mais informações: Johns Hopkins Medical School

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Postado no dia 22 de agosto de 2015      nenhum comentário

A primeira capital de Minas Gerais

Neste Dia Nacional do Patrimônio Histórico, vamos falar da primeira vila e primeira capital de Minas Gerais: Mariana. Sua riqueza arquitetônica reflete o poder do ouro, do Estado e da religiosidade, e enaltece o brilhantismo de artistas brasileiros do Barroco, como Mestre Ataíde e Aleijadinho.

Mariana também tem uma atração musical singular: o concerto do Órgão da Sé. A Catedral da Sé de Mariana abriga um órgão Arp Schnitger, do início dos anos 1700, o único da manufatura Schnitger em perfeito estado fora da Europa.

Clique aqui e confira a programação dos concertos.

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Postado no dia 17 de agosto de 2015      nenhum comentário

9 de agosto – Dia Internacional dos Povos Indígenas

O censo demográfico de 2010 mostra que no território brasileiro vivem índios de 305 etnias, falantes de 274 línguas diferentes. Cerca de 40% dos pouco mais de 800 mil índios do Brasil tiveram que abandonar o estilo de vida de seus antepassados para viverem em cidades.

A instituição desta data pela Unesco é resultado da luta dos povos indígenas pela visibilidade necessária para garantir sua integridade física e cultural, e também lembrar os terríveis acontecimentos que assolaram grande parte da população que vivia neste pedaço de terra que hoje é chamado de Brasil.

Entretanto, ainda há muito o que fazer para assegurar a qualidade de vida dos índios por aqui. A taxa de incidência de tuberculose ilustra com clareza a situação. Um estudo recente mostra que a proporção de casos da doença em crianças indígenas menores de 10 anos é até 6 vezes maior do que a verificada na população dessa mesma faixa etária de outras categorias de raça/cor.

Mais informações: Escola Nacional de Saúde Pública

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Postado no dia 9 de agosto de 2015      nenhum comentário

Optogenética: será este o próximo passo para tratar depressão e ansiedade?

Incitar a positividade numa pessoa em estado de depressão relembrando momentos felizes provavelmente seja infrutífero. Mas e se recriássemos artificialmente essas memórias? Parece estranho, mas é mais ou menos isso que propõe um estudo realizado na University of Hull (Inglaterra).

Cientistas colocaram roedores em situações positivas, negativas e neutras. Utilizando-se da optogenética, eles reativaram as células do giro dentado do hipocampo com pulsos de luz e verificaram que somente aquelas que estavam ativas durante as boas experiências acabaram com os sintomas de depressão.

Nos últimos anos também foram publicados outros artigos sugerindo o potencial da optogenética para modificar com rapidez comportamentos relacionados à depressão e à ansiedade. Assim, o gatilho para a recuperação se daria pela reativação das células com luzes e não pela repetição das boas experiências.

Mesmo que todos esses estudos tenham utilizado modelos animais, eles abrem caminho para uma nova forma de tratamento da depressão e da ansiedade: o uso de estímulos externos e artificiais para liberar acesso às boas lembranças.

Mais informações: The Conversation

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Postado no dia 1 de agosto de 2015      nenhum comentário

Anticorpo desenvolvido no Brasil será usado para criar nova droga contra o câncer

Foi anunciado recentemente um acordo que representa um marco na pesquisa em biotecnologia de fármacos no Brasil. Um anticorpo monoclonal desenvolvido pela empresa brasileira Recepta Biopharma será testado para uso em terapias contra o câncer pela norte-americana Mersana Therapeutics.

Anticorpos monoclonais são proteínas produzidas em laboratório por um único clone de linfócitos B, extraído de camundongos cujos sistemas imunológicos foram estimulados pelos antígenos de interesse.

Detentora da tecnologia Fleximer®, a Mersana terá exclusividade para desenvolver um imunoconjugado contra alvos tumorais com o anticorpo testado pela Recepta. Já a empresa brasileira terá direitos exclusivos na comercialização da droga no Brasil e receberá royalties sobre as vendas fora do país.

Fonte: Agência Fapesp

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Postado no dia 25 de julho de 2015      nenhum comentário

Especialistas orientam: ao praticar exercícios, beba água só quando sentir sede

A hiponatremia associada a exercícios é uma condição gerada pela ingestão excessiva de água durante atividades físicas. Os rins não conseguem expelir os líquidos por completo do organismo, diluindo sódio pelo corpo e inchando as células. O sintomas são náusea, tontura e inchaço, mas em casos extremos há risco de morte.

Um novo guideline sobre hiponatremia associada a exercícios foi publicado na revista Clinical Journal of Sport Medicine, com uma diretriz bastante simples: ao praticar atividades físicas, beba água apenas quando sentir sede. De acordo com os autores, não são apenas os atletas envolvidos em exercícios extenuantes que precisam ficar atentos. Há relatos da doença em pessoas que praticam yoga e até em jogadores de bocha.

“Não espere ficar com sede para beber água”: essa orientação comumente encontrada na internet preocupa os especialistas, pois faz com que muitos atletas de fim de semana ingiram líquidos exageradamente durante as atividades físicas. Um cenário ideal para a hiponatremia.

Mais informações: Medical News Today

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Postado no dia 18 de julho de 2015      nenhum comentário

Lâmpadas de LED podem abrir caminho para a revolução das hortas urbanas

O êxodo rural não é novidade há um bom tempo e continua sendo tanto uma realidade quanto uma tendência. Mais gente nas cidades, mais necessidade de transporte de alimentos, mais poluição. Por isso as ainda raras hortas urbanas são uma tendência. E as lâmpadas LED podem ser fundamentais na disseminação delas pelas grandes cidades.

Para mostrar esse potencial, a Philips firmou uma parceira com a Green Sense Farms (especializada em agricultura de interiores) visando o desenvolvimento de modelos de plantações verticais de vegetais folhosos. Em vez do método de estufas, foram usadas lâmpadas LED.

O resultado foi o consumo de muito menos energia elétrica e água, já que as plantas puderam ser colocadas umas em cima das outras.

Será a tecnologia LED protagonista da revolução das hortas urbanas?

Mais informações: ThreeHugger

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Postado no dia 11 de julho de 2015      nenhum comentário

Pesquisa mostra desconhecimento de muitos médicos sobre abuso de opióides nos EUA

Cientistas da Johns Hopkins observaram um problema comum entre os médicos de cuidados básicos (que prestam atendimento continuado) nos Estados Unidos: o frágil entendimento das fórmulas de medicamentos analgésicos opióides. Metade dos médicos de família e clínicos gerais entrevistados não soube responder sobre os riscos de dependência.

O reflexo disso seria o abuso de substâncias prescritas, já tratado como epidemia no país. O uso indevido e exagerado de analgésicos como morfina, oxicodona e metadona é tido pelo FDA, já há alguns anos, como uma armadilha dentro dos kits de primeiros socorros das famílias. Em 2011, um relatório do governo apontava esse como o problema de drogas que mais crescia no país.

Para o líder do estudo, professor G. Caleb Alexander, a principal razão disso é o fato de que muitos médicos superestimam a eficácia e subestimam os riscos dos medicamentos para a dor. Ele pondera que os opióides são importantes no tratamento de alguns pacientes, mas destaca a necessidade de educação tanto do paciente quanto do profissional que prescreve esses fármacos.

A pesquisa mostrou outro equívoco dos médicos: a crença de que o abuso de drogas se daria majoritariamente por injeção ou inalação, enquanto que, na realidade, vários estudos mostram que é por ingestão. O estudo foi publicado no último dia 23, na edição online do Clinical Journal of Pain.

Mais informações: Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health

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Postado no dia 4 de julho de 2015      nenhum comentário