Qualquer um que, por alguma razão, tenha feito uma lista de referências bibliográficas nos últimos 8 anos deve ter notado um elemento novo, o DOI – Digital Object Identifier. Em abril deste ano, o Sistema DOI ultrapassou a marca de 50 milhões de DOIs. Entretanto, nem todos os mortais sabem para que serve, nem que vantagens têm, esse identificador. A informação mais fácil de entender, e, portanto, a que é mais divulgada, pode ser resumida assim: o DOI é um identificador único para objetos digitais, que persiste mesmo que mudem outras informações acerca desses objetos. Por exemplo, se uma revista biomédica muda de site, pode-se localizar os artigos pelo DOI (você pode fazer um teste com um DOI conhecido utilizando o link http://dx.doi.org/), mesmo sem que se saiba o novo endereço da revista. Em princípio, seria possível fazer links diretamente de DOI para DOI; e há quem defenda citar somente o DOI ao invés da referência completa, o que simplificaria bastante a questão dos estilos de referências. Os DOIs podem também ser usados para outros objetos, como imagens, áudio, ou software. Entretanto, como ensina o DOI Handbook, o objetivo do DOI não é apenas identificar a localização de um objeto, mas, isso sim, identificar a propriedade intelectual e o objeto em si. Em alguns casos, inclusive, o DOI não levará ao objeto. Por exemplo, o DOI pode ser usado para identificar objetos abstratos que não estão vinculados a um arquivo digital. Entretanto, o DOI poderia oferecer informações sobre esse objeto — o que ele representa ou a quem pertence. Para quem se interessa, vale a pena ler o Handbook, já que o conceito de DOI permite a reflexão sobre muitos aspectos da Internet nos quais gente não pensa todos os dias.
Tecnologia
O Objeto Digital Identificado
24 outpor claudia no dia 24 de outubro, 2011 nenhum comentário
Egito: ainda offline
31 janCom a onda de manifestações populares no Oriente Médio, seguida pelo bloqueio de todos os serviços de internet e telefonia celular no Egito, internautas do mundo inteiro estão se mobilizando para disponibilizar acesso dial-up (quem lembra do barulhinho da placa fax-modem?) aos cidadãos. Se você conhece alguém que está no Egito ou tem contato com o país, divulgue estas informações.
por Scientific no dia 31 de janeiro, 2011 nenhum comentário
Por dentro dos relógios
29 out
A produção de relógios foi impulsionada na Suíça, em meados do século XVI, devido à uma reforma que proibia o uso de jóias. Subitamente desempregados, ourives e joalheiros dedicaram-se à uma nova arte: o design de relógios. No final do século os relógios produzidos em Genebra já eram reconhecidos devido à sua excelência. Para criar um bom relógio é necessário mais que tecnologia de qualidade; a tarefa envolve dedicação para escolher as peças ideais e utilizá-las com elegância. As imagens abaixo mostram como o mecanismo interno de um relógio pode ser uma legítima obra de arte.
por Scientific no dia 29 de outubro, 2010 nenhum comentário
Estudo aponta que cérebro funciona como a Internet
18 out
Um estudo realizado recentemente mapeou o funcionamento de neurônios em uma pequena região do cérebro, demonstrando que seu funcionamento estabelece uma espécie de rede, semelhante à internet. Em um artigo publicado sobre o estudo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os autores da pesquisa, Larry Swanson e Richard Thompson, põe em cheque o modelo utilizado para compreender o funcionamento do cérebro desde o século XIX.
Uma pequena área denominada núcleo accumbens foi mapeada. Os cientistas observaram esta região no cérebro de um rato através da aplicação de duas substâncias de contraste simultaneamente: uma que iluminou onde os sinais estavam indo, e outra que iluminou de onde os sinais vinham. Este mapeamento fornece evidências que inviabilizam o modelo “top-down bottom-up”, utilizado até agora, baseado em uma organização hierárquica que remete à gestão empresarial.
De acordo com o “top-down” deveria haver uma área principal, que seria o centro do organograma, e estaria ligada às áreas periféricas de forma linear e isolada. Ao contrário, a rede observada no estudo é formada por conexões que dão voltas entre diversas áreas, ligando regiões por onde os impulsos elétricos circulam, sem haver um centro. Os cientistas afirmam que a combinação de imagens e informações como estas das demais áreas do cérebro permitirá um mapeamento completo, levando talvez à melhor compreensão de como informações são processadas.
por Scientific no dia 18 de outubro, 2010 nenhum comentário
A vida secreta das células
28 setEste vídeo do laboratório multimídia da Universidade de Harvard (clique na imagem para abrir) revela os segredos das células e suas peripécias dentro do corpo humano. Além de altamente eficaz como complemento visual em contextos educacionais, o vídeo é fascinante por sua sofisticação e alto grau de detalhe. O trabalho de câmera das modelagens 3D são dignos de um filme de Hollywood no qual a estrela é, ao invés da Meg Ryan, uma mitocôndria ou uma proteína.
por Scientific no dia 28 de setembro, 2010 nenhum comentário
Para visitar a Capela Sistina sem sair de casa
23 set
Mesmo quem não é católico reconhece a genialidade sublime do trabalho de Michelangelo em sua obra prima, a Capela Sistina. E para quem não quer ou não pode ir até lá para conferir de perto, o vaticano oferece uma visitação virtual com ferramentas como zoom e navegação 3D. Clique aqui e aproveite.
por Scientific no dia 23 de setembro, 2010 nenhum comentário
Pesquisadores russos associam soja transgênica a esterilidade e mortalidade dos filhotes em hamsters
23 setDepois de alimentar, por dois anos, grupos de hamsters com soja geneticamente modificada, o biólogo russo Alexey Surov e seus colegas chegaram a conclusões aterradoras sobre os efeitos do consumo de soja geneticamente modificada em hamsters. Além de aumentar as taxas de mortalidade entre os filhotes, o consumo de soja GM foi associado à esterilidade a partir da 3a geração. Considerando que a maioria da soja no mundo é GM, os resultados são alarmantes, e exigem uma reflexão ética sobre o uso responsável das tecnologias.
“Originally, everything went smoothly. However, we noticed quite a serious effect when we selected new pairs from their cubs and continued to feed them as before. These pairs’ growth rate was slower and reached their sexual maturity slowly.”
por Scientific no dia 23 de setembro, 2010 nenhum comentário
O futuro do livro?
22 setOs inovadores da IDEO acabam de revelar sua visão sobre o futuro do livro em três conceitos fascinantes: Nelson, Coupland e Alice, plataformas especificamente voltadas para diferentes perfis de leitura. Nelson tem foco em textos mais acadêmicos, com funções de leitura complementar, contexto, pesquisa de confirmação para dados e rede de referências. Coupland, por sua vez, tem um forte caráter social e é mais voltado para leituras mais profissionais e permite que o usuário monitore as leituras mais populares na área, favorecendo trocas de informações entre profissionais e empresas dentro de uma mesma área. Alice é voltado para narrativas de ficção, e oferece ao leitor oportunidades de interação com a história e com os personagens, permitindo que cada leitor construa de forma diferente a não-linearidade de uma mesma narrativa. O Nelson, especificamente, seria uma plataforma muito útil para quem trabalha em pesquisa, mas esperamos que esses conceitos não demorem a sair do papel e chegar às lojas.
por Scientific no dia 22 de setembro, 2010 nenhum comentário
Como o Google Translate funciona?
24 ago[via Ernesto Diniz]
por Scientific no dia 24 de agosto, 2010 nenhum comentário















