Qualquer um que, por alguma razão, tenha feito uma lista de referências bibliográficas nos últimos 8 anos deve ter notado um elemento novo, o DOI – Digital Object Identifier. Em abril deste ano, o Sistema DOI ultrapassou a marca de 50 milhões de DOIs. Entretanto, nem todos os mortais sabem para que serve, nem que vantagens têm, esse identificador. A informação mais fácil de entender, e, portanto, a que é mais divulgada, pode ser resumida assim: o DOI é um identificador único para objetos digitais, que persiste mesmo que mudem outras informações acerca desses objetos. Por exemplo, se uma revista biomédica muda de site, pode-se localizar os artigos pelo DOI (você pode fazer um teste com um DOI conhecido utilizando o link http://dx.doi.org/), mesmo sem que se saiba o novo endereço da revista. Em princípio, seria possível fazer links diretamente de DOI para DOI; e há quem defenda citar somente o DOI ao invés da referência completa, o que simplificaria bastante a questão dos estilos de referências. Os DOIs podem também ser usados para outros objetos, como imagens, áudio, ou software. Entretanto, como ensina o DOI Handbook, o objetivo do DOI não é apenas identificar a localização de um objeto, mas, isso sim, identificar a propriedade intelectual e o objeto em si. Em alguns casos, inclusive, o DOI não levará ao objeto. Por exemplo, o DOI pode ser usado para identificar objetos abstratos que não estão vinculados a um arquivo digital. Entretanto, o DOI poderia oferecer informações sobre esse objeto — o que ele representa ou a quem pertence. Para quem se interessa, vale a pena ler o Handbook, já que o conceito de DOI permite a reflexão sobre muitos aspectos da Internet nos quais gente não pensa todos os dias.
Publicações
O Objeto Digital Identificado
24 outpor claudia no dia 24 de outubro, 2011 nenhum comentário
Higiene X infecções hospitalares
26 ago
O New England Journal of Medicine publicou um vídeo sobre higiene das mãos. O objetivo é prevenir infecções hospitalares.
Algumas práticas apresentadas são específicas para profissionais da saúde (o uso de luvas, por exemplo), mas de forma geral as instruções são úteis para evitar contaminações em qualquer ambiente.
De acordo com o vídeo, entre 5 e 10% dos pacientes internados adquirem infecção hospitalar, e nos países em desenvolvimento a incidência é maior. Seguir as orientações de higiene das mãos é crucial para evitar infecções.
por Scientific no dia 26 de agosto, 2011 nenhum comentário
Seminário sobre desempenho dos periódicos brasileiros
9 agoA Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) vai sediar o Seminário sobre o desempenho dos periódicos brasileiros no Journal Citation Reports (JCR) 2010. O encontro será dia 16 de setembro e tratará da versão 2010 do JCR, publicada em junho de 2011, que aponta um novo posicionamento da comunicação científica brasileira no contexto internacional. Um exemplo disso é o número de periódicos brasileiros indexados no JCR 2010, que aumentou 43% em relação à edição de 2009.
O seminário contará com participação de autores, pesquisadores, editores e demais profissionais interessados na área, abordando questões como características e consequências do novo posicionamento das publicações científicas nacionais.
A participação no seminário é livre de custo, mas as vagas são limitadas. Interessados derem realizar a inscrição aqui.
por Scientific no dia 9 de agosto, 2011 nenhum comentário
Inscrições abertas para prêmio de excelência na bibliografia em saúde pública
8 mai
O prêmio Fred L. Soper de excelência na bibliografia em saúde pública está aceitando inscrições. Oferecido pela Associação Pan-Americana de Saúde e Educação (PAHEF), o prêmio reconhece contribuições para a saúde pública na América Latina e Caribe. Instruções e formulário estão disponíveis aqui.
Como nossos clientes já sabem, os pesquisadores podem contar com o apoio da Scientific para preparar sua inscrição. Se você quer saber mais sobre o prêmio, este texto em português traz mais explicações. Para contratar nossos serviços, os pesquisadores da área médica podem basta escrever para nosso setor de artigos e conversar com a Graça. Boa sorte a todos!
por Scientific no dia 8 de maio, 2011 nenhum comentário
Links para artigos científicos
21 dez
Algumas revistas da editora Lippincott Williams & Wilkins disponibilizaram artigos na íntegra em seus sites. Pra quem estiver interessado, os links são estes:
Neurosurgery – Concealed Neuroanatomy in Michelangelo’s Separation of Light From Darkness in the Sistine Chapel
Regional Anesthesia & Pain Medicine – Regional Anesthesia in the Patient Receiving Antithrombotic or Thrombolytic Therapy: American Society of Regional Anesthesia and Pain Medicine Evidence-Based Guidelines (Third Edition)
Obstetrics & Gynecology – Endometrial Cancer in Postmenopausal Women Using Estradiol-Progestin Therapy
Medicine & Science in Sports & Exercise – Appropriate Physical Activity Intervention Strategies for Weight Loss and Prevention of Weight Regain for Adults
por Scientific no dia 21 de dezembro, 2010 1 comentário
Dicas para ter seu artigo publicado (3/3)
19 novMais algumas dicas retiradas da matéria sobre publicação científica da revista Nature:
- Crie uma pasta para armazenar arquivos relevantes sobre o tema. Isso pode ser muito útil, pois eventualmente as informações coletadas provêm elementos para introdução ou até mesmo ideias para experimentos.
- Mantenha sempre o escopo em foco.
- Não fique desanimado ou frustrado devido a comentários e solicitações meticulosas dos revisores. Responda pacientemente.
- Revise, revise, revise! Lembre-se de que, às vezes, deixar um trabalho de lado por alguns dias ajuda. É mais fácil encontrar detalhes que precisam de ajustes depois de tirar uma folga do texto.
por admin no dia 19 de novembro, 2010 nenhum comentário
Dicas para ter seu artigo publicado (1/3)
15 nov
A revista Nature publicou recentemente uma matéria com dicas para autores de artigos científicos que abordam desde quais as características de uma boa pesquisa até ideias para superar o famoso “bloqueio de escritor”. Apesar de simples, essas sugestões são realmente úteis para quem deseja ver seu artigo publicado em uma revista de qualidade.
Seguir os padrões das revistas é importante para que os artigos sejam aceitos. Para começar, antes de escrever um artigo sobre uma pesquisa, é relevante identificar uma revista onde o tema pode ser publicado e o público alvo do assunto. A partir daí é possível observar artigos já publicados pela revista e compreender informações gerais, como as seções que compõe o texto e seu tamanho. Por exemplo: quantos parágrafos são utilizados na discussão? E na descrição dos métodos?
Eileen White, diretora sênior do Cancer Prevention Research, afirma que as boas pesquisas são caracterizadas por um problema interessante, experimentos que o testam e uma resposta final. É crucial utilizar dados concretos para dar suporte às conclusões no texto, não esquecendo de que uma grande quantidade de dados não é sinônimo de relevância. As informações precisam ser objetivas e conclusivas, especialmente em artigos científicos.
A importância da qualidade do trabalho é constantemente ressaltada na matéria, que afirma: é melhor produzir um ou dois textos com ótimas pesquisas do que vários textos menos elaborados.
por admin no dia 15 de novembro, 2010 nenhum comentário
Edital do MCT destinará R$ 6 milhões para periódicos científicos
27 out
O Edital MCT/ CNPq/MEC/CAPES Nº 68/2010 destinará R$ 6 milhões para incentivar a publicação dos periódicos científicos brasileiros em todas as áreas do conhecimento. “Revistas com acesso aberto, divulgadas por meio eletrônico na Internet, ou de forma impressa e eletrônica simultaneamente serão priorizadas”. As inscrições vão até 08 de dezembro de 2010.
Isso representa um aumento de 20% nos recursos disponíveis em relação aos anos anteriores, o que é certamente reflexo do trabalho e da preocupação dos Editores brasileiros para com a qualidade e internacionalização das revistas nacionais.
por Scientific no dia 27 de outubro, 2010 nenhum comentário
Estudo aponta que cérebro funciona como a Internet
18 out
Um estudo realizado recentemente mapeou o funcionamento de neurônios em uma pequena região do cérebro, demonstrando que seu funcionamento estabelece uma espécie de rede, semelhante à internet. Em um artigo publicado sobre o estudo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os autores da pesquisa, Larry Swanson e Richard Thompson, põe em cheque o modelo utilizado para compreender o funcionamento do cérebro desde o século XIX.
Uma pequena área denominada núcleo accumbens foi mapeada. Os cientistas observaram esta região no cérebro de um rato através da aplicação de duas substâncias de contraste simultaneamente: uma que iluminou onde os sinais estavam indo, e outra que iluminou de onde os sinais vinham. Este mapeamento fornece evidências que inviabilizam o modelo “top-down bottom-up”, utilizado até agora, baseado em uma organização hierárquica que remete à gestão empresarial.
De acordo com o “top-down” deveria haver uma área principal, que seria o centro do organograma, e estaria ligada às áreas periféricas de forma linear e isolada. Ao contrário, a rede observada no estudo é formada por conexões que dão voltas entre diversas áreas, ligando regiões por onde os impulsos elétricos circulam, sem haver um centro. Os cientistas afirmam que a combinação de imagens e informações como estas das demais áreas do cérebro permitirá um mapeamento completo, levando talvez à melhor compreensão de como informações são processadas.
por Scientific no dia 18 de outubro, 2010 nenhum comentário
O médico e o barítono, as memórias do museu e do mundo
6 setFoi uma boa supresa encontrar, na noite de 2 setembro, o epidemiologista Jair Ferreira (Hospital de Clínicas de Porto Alegre) soltando o seu barítono no Museu de História da Medicina (MUHM) do Rio Grande do Sul, justamente na noite de lançamento do “Hospital Schlatter”, o livro que conta a história do hospital erguido na década de 1890 na então Picada Feliz por essa família de médicos, artistas e bons vivants.
Três coisas fizeram o sucesso da noite. Primeiro, o Sarau Lírico, que acontece às quintas-feiras no MUHM, fez vibrar a plateia com um repertório amplo que incluiu Moon River, Na Baixa do Sapateiro e A Canção do Toreador, de Carmen. E olhem que apesar da chuva tinha gente de pé. Declarou no final da apresentação o Dr. Jair Ferreira ter sido esse o seu primeiro recital. Segundo, o livro é um primor de narrativa, escrito pelo Renato Mendonça e animado por uma coleção incrível de fotos e uma visão bem-humorada do mundo (influenciada quem sabe pela FELIZ coincidência?). Terceiro, o próprio MUHM, um museu-palco que vale a pena conhecer, pelo jeito despretensioso e eficiente de juntar tudo isso a um acervo interessantíssimo que, com esqueletos e parafernálias, agrada dos 5 aos 150. Parece lugar comum dizer que história é uma coisa viva, assim por diante, mas é mais comum no discurso do que na prática.
De qualquer forma, o MUHM fica na Avenida Independência, 270, em Porto Alegre (www.muhm.org.br); o próximo sarau lírico acontece em 7 de outubro às 18h30; e o “Hospital Schatter” fica lá para quem quiser comprar, por R$ 20,00.
por Scientific no dia 6 de setembro, 2010 1 comentário








