Pesquisa

2016 Public Health Collaborative Field Course in Brazil

Inscrições abertas até o dia 30 de setembro para o curso colaborativo de campo em Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública de Harvard/Universidade Federal do Ceará – 2016 Public Health Collaborative Field Course in Brazil.

Datas do curso: 4 a 21 de janeiro de 2016
Local: Fortaleza
Para candidatar-se:
- Preencher formulário em inglês (clique aqui);
- Enviar currículo, carta de referência e históricos das disciplinas dos dois últimos cursos de pós-graduação (inclusive do atual, se o candidato estiver cursando) para o e-mail brazil_office@harvard.edu com tópico da mensagem “2016 Public Health Collaborative Course” (se não houver tempo para traduzir estes materiais, enviar em português: porém, para o curso, os alunos precisam ter proficiência em inglês);
- O curso é gratuito para estudantes brasileiros.

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por no dia 23 de setembro, 2015      nenhum comentário

Nossa rotina: 7 anos, 650 revistas

Entre 2008 e 2014, a equipe da Scientific Linguagem formatou artigos para nada menos do que 650 títulos diferentes (veja a lista). Em muitos casos, além da formatação, fizemos também a submissão dos artigos e acompanhamos o processo de respostas aos pareceristas, com leitura de centenas de pareceres.

As revistas mais frequentes nesse período foram: Oral Surgery, Oral Medicine, Oral Pathology, Oral Radiology, and Endodontology (20 formatações); International Journal of Oral & Maxillofacial Surgery – IJOMS (19 formatações); Journal of Endodontics (18 formatações); Photomedicine and Laser Surgery (15 formatações); Annals of Hepatology (13 formatações); e PLOS One (12 formatações).

A leitura de 650 documentos de instruções para autores nos ensinou muita coisa. Sabemos que, embora a formatação bem feita não seja o principal quesito de aceitação do artigo, é um fator importante para ganhar tempo – já que, muitas vezes, os artigos com problemas de formatação são devolvidos antes de serem enviados para avaliação. Uma formatação caprichada também ajuda conquistar o respeito dos pareceristas.

Além disso, aprendemos que muitas vezes as instruções estão desatualizadas, sendo necessária a consulta também aos sistemas de submissão e, em alguns casos, às secretarias editoriais das revistas. Também aprendemos que, a partir da formatação, é possível auxiliar o autor na elaboração de um texto mais ajustado às características exigidas de um artigo científico.

O processo de formatação exige muita atenção, muita paciência e a capacidade de executar uma tarefa simultaneamente braçal e intelectual. Como no caso de muitas técnicas cirúrgicas, o número de procedimentos é um importante indicador de sucesso. Esses 650 títulos refletem justamente esse mix de habilidades, que dedicamos, como sempre, aos nossos clientes.

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por no dia 5 de setembro, 2015      nenhum comentário

Estudo busca maior compreensão sobre a dermatotilexomania

Em momentos de intenso nervosismo, mesmo que sem qualquer expressão verbal, o corpo exprime suas emoções. Roer as unhas e coçar talvez sejam as reações mais comuns desse tipo.

Embora esses sejam comportamentos geralmente inofensivos, há casos passíveis de análises científicas. A dermatotilexomania (ou escoriação neurótica) é um transtorno em que o paciente, com a unha ou até mesmo com objetos, causa ou agrava lesões na própria pele.

O professor do Departamento de Psiquiatria e Neurociência Comportamental da Universidade de Chicago, Jon Grant, publicou recentemente um estudo que busca a compreensão dos componentes mentais por trás da dermatotilexomania.

Os resultados da pesquisa apresentam como possibilidade um tratamento semelhante ao indicado para pessoas com dependência química (que também são guiadas pela impulsividade). O próximo passo de Grant é o estudo do transtorno utilizando-se de imagens.

Mais informações: University of Chicago

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por no dia 29 de agosto, 2015      nenhum comentário

Curso de Capacitação em Pesquisa Clínica

O Ministério da Saúde, em colaboração com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, realiza o Curso de Capacitação em Pesquisa Clínica. Com início dia 16 de setembro, o curso será realizado na modalidade de Educação à Distância (EaD), com ferramentas gráficas e interativas, sempre com o acompanhamento e a mediação de um tutor com experiência na área.

Carga horária: 80 horas (28 semanas).

Conteúdo programático:
Módulo 1: Bioética, Panorama Mundial da Pesquisa, Metodologia Científica.
Módulo 2: Particularidades da Pesquisa Clínica e Elaboração de Projetos de Pesquisa.
Módulo 3: Fases de Estudo, Medicina Baseada em Evidência, Bases de Dados Leitura Crítica de Artigos Científicos.
Módulo 4: CEP, CONEP e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
Módulo 5: Farmacovigilância, Farmacoeconomia, Papel dos Profissionais em Pesquisa Clínica.
Módulo 6: Atuação na Pesquisa Clínica e Noções de Gestão.

Critérios para seleção: 3º grau completo e análise de currículo.

Documentos necessários: curriculum vitae (ou Lattes) e carta de intenção.

Processo seletivo: de 1º a 4 de setembro.
Divulgação do resultado: 9 de setembro (confirmação por email).

As inscrições podem ser feitas até 30 de agosto.

Clique aqui para se inscrever.

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por no dia 25 de agosto, 2015      nenhum comentário

Optogenética: será este o próximo passo para tratar depressão e ansiedade?

Incitar a positividade numa pessoa em estado de depressão relembrando momentos felizes provavelmente seja infrutífero. Mas e se recriássemos artificialmente essas memórias? Parece estranho, mas é mais ou menos isso que propõe um estudo realizado na University of Hull (Inglaterra).

Cientistas colocaram roedores em situações positivas, negativas e neutras. Utilizando-se da optogenética, eles reativaram as células do giro dentado do hipocampo com pulsos de luz e verificaram que somente aquelas que estavam ativas durante as boas experiências acabaram com os sintomas de depressão.

Nos últimos anos também foram publicados outros artigos sugerindo o potencial da optogenética para modificar com rapidez comportamentos relacionados à depressão e à ansiedade. Assim, o gatilho para a recuperação se daria pela reativação das células com luzes e não pela repetição das boas experiências.

Mesmo que todos esses estudos tenham utilizado modelos animais, eles abrem caminho para uma nova forma de tratamento da depressão e da ansiedade: o uso de estímulos externos e artificiais para liberar acesso às boas lembranças.

Mais informações: The Conversation

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por no dia 1 de agosto, 2015      nenhum comentário

Anticorpo desenvolvido no Brasil será usado para criar nova droga contra o câncer

Foi anunciado recentemente um acordo que representa um marco na pesquisa em biotecnologia de fármacos no Brasil. Um anticorpo monoclonal desenvolvido pela empresa brasileira Recepta Biopharma será testado para uso em terapias contra o câncer pela norte-americana Mersana Therapeutics.

Anticorpos monoclonais são proteínas produzidas em laboratório por um único clone de linfócitos B, extraído de camundongos cujos sistemas imunológicos foram estimulados pelos antígenos de interesse.

Detentora da tecnologia Fleximer®, a Mersana terá exclusividade para desenvolver um imunoconjugado contra alvos tumorais com o anticorpo testado pela Recepta. Já a empresa brasileira terá direitos exclusivos na comercialização da droga no Brasil e receberá royalties sobre as vendas fora do país.

Fonte: Agência Fapesp

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por no dia 25 de julho, 2015      nenhum comentário

Especialistas orientam: ao praticar exercícios, beba água só quando sentir sede

A hiponatremia associada a exercícios é uma condição gerada pela ingestão excessiva de água durante atividades físicas. Os rins não conseguem expelir os líquidos por completo do organismo, diluindo sódio pelo corpo e inchando as células. O sintomas são náusea, tontura e inchaço, mas em casos extremos há risco de morte.

Um novo guideline sobre hiponatremia associada a exercícios foi publicado na revista Clinical Journal of Sport Medicine, com uma diretriz bastante simples: ao praticar atividades físicas, beba água apenas quando sentir sede. De acordo com os autores, não são apenas os atletas envolvidos em exercícios extenuantes que precisam ficar atentos. Há relatos da doença em pessoas que praticam yoga e até em jogadores de bocha.

“Não espere ficar com sede para beber água”: essa orientação comumente encontrada na internet preocupa os especialistas, pois faz com que muitos atletas de fim de semana ingiram líquidos exageradamente durante as atividades físicas. Um cenário ideal para a hiponatremia.

Mais informações: Medical News Today

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por no dia 18 de julho, 2015      nenhum comentário

Escrevendo a ciência: público-alvo e formato

As pessoas que buscam orientação sobre como escrever um texto ouvem muitas vezes o seguinte conselho: “para haver comunicação efetiva de ideias, é preciso conhecer o público-alvo”. Essa máxima também é verdadeira para quem escreve artigos científicos. Entretanto, antes de pensar nos muitos pesquisadores, clínicos ou profissionais que desejamos que leiam (e citem) o nosso artigo, é preciso levar em consideração um outro público-alvo — o bem conhecido reviewer ou referee, o parecerista que vai opinar sobre o valor do artigo para a revista onde estamos submetendo. O reviewer é, portanto, o nosso primeiro público leitor.

O foco principal desse primeiro leitor crítico é controle de qualidade: certificar-se de que o estudo descrito no artigo foi conduzido de forma ética e rigorosa e de que o artigo, na qualidade de relatório de pesquisa, demonstra isso de forma clara. O artigo contextualiza a necessidade do estudo que está sendo feito? Explicita o objetivo do artigo? Detalha de forma suficiente os métodos? Indica que o protocolo teve aprovação de um comitê de ética? Descreve de forma transparente os resultados? Discute o significado desses resultados com conhecimento da literatura e sem propor hipóteses exageradas? Se lido de forma independente, o resumo dá ao leitor uma noção adequada sobre o trabalho realizado? Essas são alguma perguntas feitas pelos reviewers ao analisarem um artigo, para as quais precisam encontrar respostas.

E, para que o reviewer encontre as respostas, é preciso que elas estejam claramente descritas e que apareçam no lugar onde ele espera encontrá-las na estrutura do texto. O artigo científico é um gênero de texto com convenções bem específicas. Respeitar essas convenções ajuda a navegação do reviewer para que ele encontre as respostas que procura. Se não houver objetivo ao final da introdução, ou se os resultados apresentarem alguma análise cujo método não foi descrito na seção de materiais e métodos, a tendência é que o artigo seja avaliado de forma negativa, mesmo que o estudo em si tenha sido realizado de forma rigorosa e que tenha produzido resultados interessantes. O respeito às normas da revista também é crucial para que o artigo seja lido até o final e avaliado com a devida atenção.

Aqui examinamos o case da BMJ Open, uma revista que publica todo o diálogo entre reviewers e autores até a aceitação do artigo:

Outra dica: como o espaço de texto, figuras e tabelas é sempre limitado nos artigos, o uso de materiais suplementares, aceito por praticamente todas as revistas, pode servir como mais uma garantia da qualidade do trabalho: o vídeo de uma cirurgia bem feita ou tabelas que apresentam dados mais completos da população de pacientes podem ajudar no entendimento ou avaliação positiva do artigo nessa primeira fase, mesmo que não sejam publicados como parte integral do texto aceito.

Em breve, trataremos de outros tópicos relacionados a esse – como colaboração do autor com o tradutor para produzir um artigo de qualidade e as checklists disponíveis na literatura para controle de qualidade.


CLAUDIA BUCHWEITZ
Diretora geral – Scientific Linguagem

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por no dia 27 de junho, 2015      nenhum comentário

Doenças autoimonues podem surgir mais cedo do que se imaginava

Pesquisadores brasileiros identificaram dois casos de crianças que, logo após o parto, já apresentavam sinais de uma doença autoimune rara: a síndrome da imunodesregulação, poliendocrinopatia e enteropatia ligada ao cromossomo X (IPEX). O estudo foi publicado no periódico Clinical Immunology.

A doença é caracterizada pelo ataque das células de defesa a múltiplos órgãos. Como os bebês apresentaram os sintomas já nas primeiras horas de vida, os cientistas concluíram que o ataque imunológico começou durante a gestação.

Para a professora da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora da pesquisa, Magda Carneiro-Sampaio, o achado surpreende porque não se pensava que doenças autoimunes pudessem surgir durante a vida intrauterina.

Não é incomum a ocorrência de doenças imunológicas do feto iniciadas durante a gestação, mas a diferença dos dois casos analisados neste estudo é que as células do sistema imunológico do próprio feto teriam afetado seu organismo.

Detalhes: Pesquisa Fapesp

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por no dia 20 de junho, 2015      nenhum comentário

Um copo de café que pode virar uma árvore

Apesar de muitas pessoas terem suas xícaras para tomar café durante o trabalho, a grande maioria ainda não adota essa prática sustentável. Então, dá para imaginar a quantidade de copos de café descartados diariamente. A estimativa é de algo em torno de 400 milhões, somente nos EUA.

Mas você já ouviu falar em copo de café “plantável”? Pois é o que a startup americana Reduce. Reuse. Grow desenvolveu. Basta mergulhar o copo na água por 5 minutos e em seguida enterrá-lo num vaso. Se for simplesmente jogado na terra, em 180 dias ele se torna um elemento de compostagem.

As sementes que compõem as fibras do copo são de flores, plantas desérticas ou pinheiros comuns na Califórnia. Mas o grande entrave para o sucesso dessa ideia ecologicamente correta é o preço de cada copo: US$ 110.

Mais informações: Kickstarter

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por no dia 13 de junho, 2015      nenhum comentário