Pesquisa

O Objeto Digital Identificado

Qualquer um que, por alguma razão, tenha feito uma lista de referências bibliográficas nos últimos 8 anos deve ter notado um elemento novo, o DOI – Digital Object Identifier. Em abril deste ano, o Sistema DOI ultrapassou a marca de 50 milhões de DOIs. Entretanto, nem todos os  mortais sabem para que serve, nem que vantagens têm, esse identificador. A informação mais fácil de entender, e, portanto, a que é mais divulgada, pode ser resumida assim: o DOI é um identificador único para objetos digitais, que persiste mesmo que mudem outras informações acerca desses objetos. Por exemplo, se uma revista biomédica muda de site, pode-se localizar os artigos pelo DOI (você pode fazer um teste com um DOI conhecido utilizando o link http://dx.doi.org/), mesmo sem que se saiba o novo endereço da revista. Em princípio, seria possível fazer links diretamente de DOI para DOI; e há quem defenda citar somente o DOI ao invés da referência completa, o que simplificaria bastante a questão dos estilos de referências. Os DOIs podem também ser usados para outros objetos, como imagens, áudio, ou software. Entretanto, como ensina o DOI Handbook, o objetivo do DOI não é apenas identificar a localização de um objeto, mas, isso sim, identificar a propriedade intelectual e o objeto em si. Em alguns casos, inclusive, o DOI não levará ao objeto. Por exemplo, o DOI pode ser usado para identificar objetos abstratos que não estão vinculados a um arquivo digital. Entretanto, o DOI poderia oferecer informações sobre esse objeto — o que ele representa ou a quem pertence. Para quem se interessa, vale a pena ler o Handbook, já que o conceito de DOI permite a reflexão sobre muitos aspectos da Internet nos quais gente não pensa todos os dias.

por no dia 24 de outubro, 2011      nenhum comentário

Código de Boas Práticas Científicas da FAPESP

“Como devo conduzir minhas atividades de pesquisa para que delas resulte a melhor contribuição à ciência? Como devo me conduzir em relação a outros pesquisadores para que a comunidade científica funcione e se reproduza da melhor maneira?” Essas são as perguntas que o Código de Boas Práticas Científicas da FAPESP pretende ajudar o pesquisador a responder. Dessa forma, o documento não pretende responder questões éticas universais, como aquelas relativas aos sujeitos, seres humanos ou animais, da pesquisa, nem tratar de questões de honestidade na gestão de recursos financeiros. Entretanto, expõem aspectos que muitas vezes ficam em segundo plano: por exemplo, no momento de buscar financiamento, o documento sugere que o pesquisador se preocupe em oferecer uma contribuição que julgue ser original e relevante ao avanço da ciência. Ou seja: o financiamento não deve ser buscado para um projeto pessoal, mas, isso sim, para um projeto de pesquisa dentro de uma comunidade científica. Além disso, o documento quer que o pesquisador esteja convencido, antes de propor um projeto, de que dispõe da capacidade científica e recursos para bem realizá-lo. Também relembra que autoria é necessariamente contribuição intelectual direta e substancial e discorre sobre as más condutas científicas, notadamente fabricação, falsificação e plágio. Interessante. Fonte: FAPESP

por no dia 3 de outubro, 2011      nenhum comentário

Scientific facilita projeto de extensão na UFRGS

Um dos maiores problemas nos cursos universitários de tradução no país é a escassez de experiências profissionais autênticas que os alunos podem ter durante a graduação. Trabalhando em um permanente modo sandbox, os egressos dos cursos de tradução (que por si só já são escassos) têm dificuldades em se ajustar aos prazos e pressões do mercado, e acabam, muitas vezes, perdendo lugar para profissionais com outras formações que não o curso de tradução.

Foi pensando nisso que a Scientific serviu de facilitadora para o que acabou se tornando um projeto de extensão pioneiro no Instituto de Letras da UFRGS. Contatada pelo cliente com uma proposta de parceria, a empresa encaminhou a demanda ao professor Augusto Buchweitz, sob cuja coordenação o projeto atualmente permite aos estudantes de graduação traduzir, dentro de parâmetros realistas de mercado (prazo, exigência de qualidade, etc) os textos do site do Instituto de Engenharia em Saúde. O projeto recebeu do cliente, como contrapartida, computadores portáteis para facilitar o processo de tradução.

Fazemos votos que outros projetos sigam esse modelo, pois acreditamos que esse é justamente o tipo de parceria que pode transformar a qualidade dos cursos de tradução, dando aos seus egressos uma vantagem real (e não meramente burocrática) no mercado de tradução.

por no dia 6 de junho, 2011      1 comentário

E quem tem PhD tem tudo?

O número de abril da revista Nature traz um especial sobre o futuro do PhD. Considerado por muito tempo uma garantia de sucesso na carreira acadêmica, o PhD está diante de um dilema. Em todo o mundo, cada vez mais programas  acadêmicos formam um grande número de doutores, e por outro lado, o mercado não tem condições de absorver tantos profissionais. Alguns dos indivíduos mais brilhantes nas áreas de ciência e tecnologia acabam optando por não fazer doutorado, por acreditar que a experiência profissional pode ser uma preparação mais eficiente que a titulação de PhD.

Por conta dessa e de outras situações, é necessário repensar a importância do PhD em nosso meio.

Para ler na íntegra a matéria da Nature sobre o assunto, clique aqui.

por no dia 31 de maio, 2011      nenhum comentário

Inscrições abertas para prêmio de excelência na bibliografia em saúde pública

O prêmio Fred L. Soper de excelência na bibliografia em saúde pública está aceitando inscrições. Oferecido pela Associação Pan-Americana de Saúde e Educação (PAHEF), o prêmio reconhece contribuições para a saúde pública na América Latina e Caribe. Instruções e formulário estão disponíveis aqui.

Como nossos clientes já sabem, os pesquisadores podem contar com o apoio da Scientific para preparar sua inscrição. Se você quer saber mais sobre o prêmio, este texto em português traz mais explicações. Para contratar nossos serviços, os pesquisadores da área médica podem basta escrever para nosso setor de artigos e conversar com a Graça. Boa sorte a todos!

por no dia 8 de maio, 2011      nenhum comentário

Cesar Gomes Victora premiado por contribuições para saúde infantil

O epidemiologista Cesar Gomes Victora — Consultor do Fundo das Nações Unidas para a Infância e da Organização Mundial da Saúde, além de presidente da Associação Internacional de Epidemiologia — recebeu neste abril o Prêmio por Contribuições Proeminentes para a Saúde Infantil Global do Programa de Pesquisa Pediátrica Mundial.

Leia abaixo a entrevista que o Epidemiologista gaúcho concedeu ao jornal Zero Hora por ocasião da premiação.

Zero Hora – Como o senhor se aprofundou nesta área da medicina?

Cesar Gomes Victora – Dentro da medicina, sempre me interessei muito em trabalhar na prevenção de doenças, e fiz formação como médico comunitário na Unidade Sanitária Murialdo, no Partenon, na década de 1970. Meu interesse pela prevenção de doenças me levou da clínica para a epidemiologia, que é a disciplina que estuda o estado de saúde de populações, e as causas de doenças e de mortes. Foi uma progressão natural.

ZH – Qual era seu principal interesse?

Victora – Justamente medir o estado de saúde das populações, descobrir os fatores que determinam este estado de saúde, e desenvolver medidas para fazer com que todas as crianças e adultas atinjam a saúde ideal.

ZH – Das pesquisas que trabalhou, qual lhe marcou mais?

Victora – Creio que as três pesquisas mais importantes foram as cortes de nascimento de Pelotas: são três estudos iniciados em 1982, 1993 e 2004, cada um com milhares de crianças, que continuam até hoje. Com eles, demonstrei como a amamentação reduz a mortalidade infantil. Também cito os estudos que faço hoje na África e na Ásia, avaliando diferentes estratégias para reduzir a mortalidade infantil e a subnutrição.

ZH – Como é esse processo de pesquisa?

Victora – Realmente, como se diz há tempo, pesquisa é 1% de inspiração e 99% de transpiração. É preciso trabalhar muito para conseguir bons resultados. Tenho tentado conciliar, mas passo cerca de quatro meses por ano fora de casa.

ZH – Por que o senhor está atualmente na África?

Victora – Estou passando duas semanas em Malawi, primeiramente dando um curso de epidemiologia para profissionais de 10 países africanos, como parte do programa de treinamento da Associação Internacional de Epidemiologia. Sou presidente eleito da Associação, e vou tomar posse agora em agosto. Em seguida, vou trabalhar com o Ministério da Saúde de Malawi, assessorando o planejamento de programas de saúde da criança, e desenvolvendo uma pesquisa para mostrar se estes programas estão tendo o impacto desejável e como aprimorá-los.

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por no dia 3 de maio, 2011      nenhum comentário

Estudo aponta especifidades no cérebro de pilotos de caça

Diferenças na matéria branca (em rosa) e nas conexões entre as áreas

Pilotos de caça são reconhecidos pela habilidade de controlar vários comandos simultaneamente com rapidez. Na Royal Air Force, por exemplo, eles são treinados para voar em velocidades supersônicas com baixa altitude, nesse contexto não há espaço para erros, é necessário ter a capacidade de fazer escolhas precisas sob pressão.

Um estudo realizado na University College London (UCL) comparou imagens de ressonância magnética dos cérebros de pilotos e de um grupo de pessoas voluntárias enquanto respondiam testes de cognição. A análise revelou diferenças na matéria branca e nas conexões no hemisfério direito no cérebro dos pilotos. Estudiosos acreditam que o alto desenvolvimento do controle cognitivo está relacionado com essas especificidades.

Não ficou determinado se as diferenças são desenvolvidas devido ao treinamento dos pilotos, ou se eles nasceram assim e por isso tiveram maior sucesso na carreira. Segundo o professor Masud Husain, que participou da pesquisa, há indícios de que os pilotos tenham nascido com essas características específicas. O grupo de pesquisadores da UCL pretende realizar mais estudos do mesmo gênero com profissionais de várias áreas, procurando por outras diferenças na estrutura do cérebro.

Fonte

por no dia 17 de dezembro, 2010      nenhum comentário

Pesquisa revela padrões nas retratações de artigos científicos

Cerca de um terço dos artigos científicos “despublicados” são provenientes da Ásia, segundo uma pesquisa publicada no Journal of Medical Ethics. O trabalho desenvolvido por Grant Steen utilizou o banco de dados da PubMed, um dos principais da área biomédica, para fazer o levantamento de todas as pesquisas retratadas na última década devido a erros ou fraudes.
Entre algumas descobertas interessantes, o levantamento indicou que nos Estados Unidos ocorrem mais fraudes do que erros. Autores que cometem fraudes geralmente submetem seus trabalhos em revistas científicas reconhecidas e de maior impacto.  Além disso, a pesquisa revelou que no Brasil apenas 5 artigos foram retratados entre 2000 e 2010, nenhum deles por fraude.
Os interessados na pesquisa podem acessá-la na íntegra pelo portal do Capes.

por no dia 14 de dezembro, 2010      nenhum comentário

Dicas para ter seu artigo publicado (2/3)

Aprimorar a escrita é um processo permanente; boa parte dos autores afirma ainda estar melhorando mesmo depois de décadas de prática.A matéria publicada na Nature ressalta que ter artigos publicados anteriormente não garante a aceitação de trabalhos no futuro, então é importante “não deixar a peteca cair” e investir permanentemente na qualidade.

Algumas sugestões sobre redação de artigos:

• O autor deve tentar conquistar seus leitores logo no começo do texto: se jornalistas tentam na primeira frase, autores de artigos científicos devem fazer isso na introdução. É importante que duas coisas fiquem evidentes: que você domina o assunto e que tem algo novo para acrescentar sobre o tópico. Os editores devem ser conquistados logo na leitura do abstract.

• Seja claro e conciso, os autores G. D. Gopen e J. A. Swan afirmam, em uma matéria na American Scientist: “Não diga ‘roedor’ quando quer dizer ‘rato’. A ciência já é complicada o suficiente.”.

• “Escrever é cortar palavras”, como afirmou Carlos Drummond de Andrade. A mensagem central de um texto causa maior impacto se não se perder entre conteúdo desnecessário.

• Não exclua arquivo algum: guarde todas as versões. Nunca se sabe qual trecho poderá ser útil para outro trabalho.

• Escreva todo dia, se possível.

por no dia 17 de novembro, 2010      nenhum comentário

Mês de conscientização contra a diabetes

Para marcar o mês de conscientização contra a diabetes, doença que tomou proporções epidêmicas nos EUA, a editora científica Lippincott Williams and Wilkins está disponibilizando gratuitamente alguns artigos sobre o tema. É uma boa oportunidade para se atualizar e incentivar seus pacientes a agirem proativamente para evitar a doença.

por no dia 16 de novembro, 2010      nenhum comentário