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Anestesia e consciência

Testes médicos para consciência são baseados em comportamento. Essencialmente, alguém toca ou fala com o paciente, e se ele não responde presume-se que não esteja consciente. A consciência, contudo, não é uma resposta comportamental, mas uma experiência mental. Mesmo totalmente paralisado, o paciente ainda pode estar consciente, mesmo sem a capacidade de se comunicar com o resto do mundo.

Este é um problema médico urgente. Recobrar a consciência durante a cirurgia pode ser uma experiência assustadora e até traumática. Mas em uma instância puramente científica, essas alterações sutis na percepção podem ajudar os médicos a entenderem as bases neurais da consciência e quais circuitos são importantes para a consciênciaem si. Infelizmente, a anestesia cirúrgica não é a maneira ideal de se testar isso, já que normalmente usam-se várias drogas ao mesmo tempo, sendo que algumas podem afetar a memória, o que significa que o paciente poderia estar consciente no momento da cirurgia sem lembrar-se depois, o que dificultaria a realização de comparações retrospectivas confiáveis entre função cerebral e consciência.

Uma tentativa de resolver esse problema estava por trás do estudo realizado por Valdas Noreika, da universidade de Turku, na Finlândia. O estudo investigou até que ponto anestésicos cirúrgicos podem deixar os pacientes sem respostas comportamentais, mas subjetivamente conscientes. Essa pesquisa recrutou 40 estudantes voluntários saudáveis e os pôs sob anestesia enquanto registrava uma resposta cerebral elétrica simples, o índice bispectral, comumente usado como uma medida aproximada da “profundidade da anestesia”.

Além da maneira padrão de checar a consciência para processos cirúrgicos, os participantes foram solicitados a abrir os olhos, para checar quando eles começavam e paravam de responder. Depois, cada participante era questionado sobre as lembranças da sessão de anestesia para ver se eles tiveram experiências conscientes enquanto pareciam inconscientes. Essas incluíam pensamentos simples, experiências perceptivas (como flashes de luz), experiências mais complexas, como ver ou ouvir os pesquisadores, sonhos ou alucinações de experiências fora do corpo.

Apesar de terem sido classificados como “sem resposta” e, portanto, pela definição médica atual, inconscientes, os participantes descreveram experiências conscientes em aproximadamente 60% das sessões. Isso não significa que eles estivesses “acordados” como normalmente definimos, já que o grau em que as experiências refletiam a realidade do que estava acontecendo ao redor da pessoa variou, mas os voluntários tiveram experiências claramente conscientes.

É importante ressaltar que, ainda que consciência tenha sido reportada em 60% das sessões, esse não é um bom guia para a frequência com que isso realmente aconteceem cirurgias. Operaçõescirúrgicas tipicamente usam níveis muito mais altos de anestesia, e pesquisas sugerem que consciência durante a cirurgia ocorre em aproximadamente1 acada 1.000 casos e é geralmente rápida. Na verdade, neste estudo, os pesquisadores testaram uma seleção de anestésicos, mas usaram apenas um em cada sessão, enquanto cirurgias tipicamente envolvem várias drogas ao mesmo tempo.

A equipe sugere que aumentar os níveis de anestésicos aos poucos em estudos experimentais poderia nos ajudar a apontar precisamente que mudanças neurais estão ligadas ao desaparecimento das experiências subjetivas. Além de ser uma ferramenta médica essencial, essa técnica pode nos ajudar a dissecar um dos maiores problemas da ciência cognitiva.

Artigo na íntegra (em inglês) http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0278262611001588

por no dia 30 de janeiro, 2012      nenhum comentário

Reciclagem

Segundo dados do Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem), no Brasil, apenas 327 municípios possuem algum tipo de coleta seletiva pública, 6% do total. Desses, apenas sete possuem coleta 100% seletiva: Curitiba (PR), Itabira (MG), Londrina (PR), Santo André (SP), Santos (SP), Diadema (SP) e Goiânia (GO).

Já segundo a Unicef, 3.580 municípios brasileiros possuem lixões.

Nas cidades ou mesmo nos bairros em que não existe coleta seletiva, o recolhimento do chamado “lixo seco” é feito por catadores ou cooperativas, que geralmente vendem os resíduos. Infelizmente, esse processo é pautado pelo preço da reciclagem de cada material. O alumínio, por exemplo, é facilmente reciclado, e o processo custa menos ao fabricante do que a produção “virgem”, o que favorece a reciclagem.

No caso do plástico, e especificamente de garrafas PET, há leis que determinam que as empresas devem ter uma determinada porcentagem do produto proveniente de material reciclado. No entanto, o plástico das sacolas de supermercado, utilizado para o próprio descarte de todos os tipos de lixo, raramente é reciclado.

Já materiais como isopor e caixas de leite, por exemplo, precisam passar por processos longos e caros, além das dificuldades de transporte e armazenamento, o que faz com que sejam reciclados em menor quantidade.

Sabendo disso não é difícil entender por que o Brasil é um dos campeões mundiais na reciclagem de latas de alumínio, mas falha na reciclagem de outros materiais.

Além dos empecilhos logísticos ligados à coleta e separação correta do lixo, um problema grave é o dos resíduos que não podem ser reciclados e tampouco descartados com a matéria orgânica. Pilhas usadas e material de isolamento para construções, por exemplo, são tóxicos quando deixados no meio ambiente, e não podem ser reciclados. Há, no entanto, formas alternativas de armazenar esses resíduos. Um condomínio na cidade de Bertioga (SP) encontrou uma ótima solução para o armazenamento de pilhas usadas: as pilhas recolhidas são colocadas em blocos de concreto, que são posteriormente utilizados na construção e reforma das estruturas do próprio condomínio. Com a proteção de concreto, as pilhas deixam de liberar os componentes tóxicos no meio ambiente.

Alguns críticos argumentam que a reciclagem é um processo muito caro e trabalhoso se comparado à produção com matéria-prima “virgem”, e que os empregos gerados por esse processo são substitutos menores aos vinculados a madeireiras e à mineração. Vale lembrar, no entanto, que os recursos naturais utilizados nas indústrias de produção vinculadas a matérias-primas virgens, mesmo quando renováveis (no caso das madeireiras), causam danos ao meio ambiente cuja recuperação leva anos (e custa caro), e a poluição causada pelo aterro ou incineração de lixo é extremamente prejudicial ao planeta.

 

Nesse sentido, a reciclagem pode ser vista como um ótimo investimento.

 

Fontes e links interessantes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Recycling

http://www.environment-green.com/More_Recycling_Facts_and_Statistics.html

http://www.cityftmyers.com/Departments/PublicWorks/Divisions/SolidWasteUtilities/SolidWaste/RecyclingStatistics/tabid/1092/Default.aspx

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/conteudo_250712.shtml

http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/gari/cuidando.html

http://www.klickeducacao.com.br/enciclo/encicloverb/0,5977,POR-12434,00.html

http://www.klickeducacao.com.br/materia/16/display/0,5912,POR-16-39-638-,00.html

http://www.cempre.org.br/cempre_institucional.php

por no dia 20 de janeiro, 2012      nenhum comentário

Quanto custa ler um artigo científico?

Hoje, quando o National Institutes of Health (NIH) financia um projeto de pesquisa científica cujos resultados são publicados, eles devem ser disponibilizados gratuitamente para o público, uma vez que o financiamento foi pago com os impostos da população. Infelizmente, nem todos os artigos são publicados assim, e para os que não são, a compra dos artigos pode ser bem cara.

 

O preço anual da assinatura pessoal da revista Science é de US$ 149,00 para membros e US$ 75,00 para estudantes. Para a revista Nature, a assinatura custa US$ 199,00. Além disso, assinaturas institucionais tendem a ser mais caras, o que acaba fazendo com que bibliotecas tampouco disponibilizem esse tipo de material. Abaixo preços de mais alguns periódicos.

 

US$ 503,00  Acta Pharmacologica Sinica

US$ 586,00  American Journal of Hypertension

US$ 319,00  Asian Journal of Andrology

US$ 865,00  Bone Marrow Transplantation

US$ 99,00    BoneKEy Reports

US$ 474,00  British Dental Journal

US$ 569,00  British Journal of Cancer

US$ 542,00  Cancer Gene Therapy

US$ 417,00  Cell Death and Differentiation

US$ 417,00  Cell Research

 

Há também a opção de adquirir um artigo por vez, caso a assinatura anual seja muito cara. Abaixo alguns preços, por periódico (esses preços são para um só artigo, o que não é nem um pouco vantajoso para os leitores).

 

US$ 35,00 Biochemistry

US$ 32,00 Molecular Biology and Evolution

US$ 32,00 Molecular Psychiatry

US$ 32,00 Nature

US$ 32,00 Nature Structural and Molecular Biology

US$ 31,50 American Journal of Human Genetics

US$ 31,50 Cell

US$ 30,00 Journal of Biological Chemistry

US$ 30,00 Journal of the American Medical Association

US$ 20,00 Genome Research

 

Infelizmente, preços tão altos tornam o acesso da população à informação bem mais difícil e, mais gravemente, a formação dos profissionais envolvidos muito menos completa.

por no dia 13 de janeiro, 2012      1 comentário

Criação em laboratório de variação mortal do vírus da gripe aviária divide opiniões

Apesar do perigo que pesquisas com vírus e suas mutações representam para a humanidade, esses estudos são os mesmos necessários ao entendimento desses micro-organismos, de como se comportam, e para a criação de remédios e vacinas. Levando esse raciocínio ao extremo, cientistas noruegueses e norte-americanos realizaram um estudo com resultados extremamente perigosos.

A gripe aviária (H5N1) matou mais de 300 pessoas desde 2003, segundo a Organização Mundial da Saúde (http://www.who.int/influenza/human_animal_interface/EN_GIP_20111215CumulativeNumberH5N1cases.pdf). Embora a letalidade do vírus seja alta (mais de 50%) para quem o contrai, temos a favor da nossa espécie o fato de que esse vírus é dificilmente transmissível para e entre humanos (na natureza, a mutação necessária para que o vírus infecte seres humanos faz com que ele não consiga se reproduzir).

Até agora. Os estudos dos virologistas Ron Fouchier, do Erasmus Medical Center, em Roderdam, na Holanda, e Yoshihiro Kawaoka, das Universidades de Wisconsin, nos Estados Unidos, e de Tóquio, no Japão, acabam de mudar esse cenário. Os artigos que divulgam os resultados (e a metodologia) específicos do estudo ainda estão sob avaliação para publicação em revistas científicas, mas resultados apresentados por Fouchier em uma conferência em setembro mostraram que os cientistas conseguiram realizar uma mutação no vírus que o tornou transmissível pelo ar entre furões (animais com o sistema de reação à gripe mais parecido com o dos seres humanos). Após a intervenção dos cientistas, bastava colocar os animais na mesma gaiola para que os saudáveis fossem infectados.

Dado o potencial letal desse tipo de vírus em mãos erradas, como para a criação de armas biológicas, no último dia 20 de dezembro autoridades americanas (http://www.nih.gov/news/health/dec2011/od-20.htm) publicaram uma nota pedindo que os detalhes a respeito da metodologia do experimento sejam omitidos da publicação.

Alguns cientistas acreditam que a metodologia do estudo deva ser divulgada, para que a comunidade médica possa se preparar para eventuais pandemias, conhecendo exatamente quais partes do vírus sofrem mutações e como isso ocorre. Por outro lado, há os que acreditam que o vírus é perigoso demais para que os detalhes do experimento sejam divulgados, e ainda os que defendem a criação de algum tipo de órgão que conceda pré-avaliação a esse tipo de experimento, impedindo que experimentos perigosos demais sejam levados a cabo.

Por hora, só podemos torcer para que o vírus não escape do laboratório!

por no dia 6 de janeiro, 2012      nenhum comentário

Retrospectiva científica de 2011

O site http://www.nature.com publicou no dia 21/12 uma lista com os fatos científicos mais importantes de 2011.

Segundo o site, 2011 foi um ano de muita agitação, e seus efeitos reverberarão por décadas. Os Estados Unidos perderam três símbolos importantes de sua grandeza científica: o programa de ônibus espaciais americano foi encerrado, o acelerador de partículas Tevatron foi desativado e a patente do remédio mais vendido do mundo expirou, todos em 2011.


Mas o ano também viu sinais animadores para o futuro científico: a esperança de que a pesquisa científica avance após a “primavera árabe”, vacinas baratas circulando do continente africano e a utilização clínica dos primeiros frutos do sequenciamento genômico.

Segue o link para a notícia, em inglês. http://www.nature.com/news/365-days-2011-in-review-1.9684

Desejamos a todos um 2012 cheio de descobertas!

por no dia 2 de janeiro, 2012      nenhum comentário

Mamografia 3D detecta tumores milimétricos

Uma boa notícia para nosso último post de 2011!

Um estudo do Centro de Diagnóstico Brasil (CDB) Premium, apresentado do Congresso Europeu de Radiologia de 2011, mostrou que a mamografia 3D, associação da tomossíntese com a mamografia digital comum, aumentou em 12% a detecção precoce de câncer de mama. O CDB trabalha com a técnica há um ano e o estudo é um balanço dos resultados obtidos até agora.

Quando o tumor é muito pequeno, é mais difícil identificar bordas irregulares, por exemplo, que costumam sugerir malignidade. A principal vantagem dessa técnica é produzir imagens mais precisas dos contornos do tumor.

Segundo o radiologista Aron Belfer, especialista no diagnóstico de câncer de mama e coordenador dos estudos realizados no CDB, “com a tomossíntese há melhor definição das bordas das lesões, possibilitando obter melhor detecção de lesões muito sutis”.

O custo ainda é um fator impeditivo: o equipamento 3D custa quase o dobro do valor de um mamógrafo digital. No entanto, “também existe uma economia, já que essa técnica faz com que sejam produzidas menos imagens”, ressalta Belfer. Com a mamografia 3D, a redução no total de imagens feitas das mamas é de até 40% em relação ao procedimento tradicional.

Na técnica comum são fornecidas imagens bidimensionais de uma estrutura que é tridimensional, podendo ocorrer superposição de estruturas em planos diferentes da mama, escondendo lesões bem pequenas. Cada imagem da tomossíntese representa um plano de 1 mm da mama, o que diminui consideravelmente a superposição dos tecidos.

A detecção precoce do tumor é fundamental. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), se o tumor é detectado precocemente a chance de cura passa dos 90%.

Desejamos que em 2012 possamos postar aqui mais notícias como esta! Boas festas a todos e até o ano que vem!

por no dia 23 de dezembro, 2011      nenhum comentário

Pacientes devem ter acesso direto a resultados de exames laboratoriais?

Está sendo proposto nos Estados Unidos um projeto de lei que obriga os laboratórios a entregarem resultados diretamente aos pacientes quando solicitado, o que está causando uma onda de discordância por parte de médicos, hospitais e dos próprios laboratórios.

O projeto não prevê a obrigatoriedade de os laboratórios garantirem que o médico veja os resultados primeiro, para que possa explicá-los ao paciente. A proposta, ao dizer que os pacientes deveriam ter acesso a todos os resultados, também não distingue entre exames de rotina com resultados normais de resultados que poderiam ser diagnósticos de doenças sérias.

O argumento dos médicos é que se fizermos muitos testes em pessoas saudáveis, a probabilidade de que algum resultado seja “não normal” é muito grande, e isso pode causar insegurança nos pacientes que interpretarem mal dados não significativos. Ao mesmo tempo, essa insegurança abala a confiança da relação médico-paciente, uma vez que a palavra do médico chega em resposta à insegurança do paciente, e não como uma boa notícia desde o início. Além disso, médicos afirmam que, mesmo que os resultados sejam realmente “não normais”, a melhor maneira de um paciente receber esse tipo de notícia não é abrindo um envelope, sozinho.

Uma alternativa proposta pelo vice-presidente executivo da American Medical Association é que os resultados dos exames venham acompanhados de um aviso que diga aos pacientes que procurem seus médicos de confiança para obter ajuda na interpretação dos dados, bem como explicitando as limitações dos testes de laboratório em termos de diagnosticar doenças sem a interpretação de um profissional que considere mais fatores de cada caso.

Link da notícia (em inglês): http://www.ama-assn.org/amednews/2011/12/12/prsb1212.htm

por no dia 20 de dezembro, 2011      nenhum comentário

Alzheimer revertido

O encolhimento do cérebro na doença de Alzheimer pode ser revertido em alguns casos com a utilização de estímulos elétricos no cérebro, e a reversão do encolhimento reduz o declínio cognitivo associado à doença.

Para levar a cabo essa reversão, o Dr. Andres Lozano, do Toronto Western Hospital em Ontário, Canadá, e sua equipe estão utilizando a técnica da estimulação cerebral profunda (do inglês, deep brain stimulation), que consiste em enviar impulsos elétricos (130 microdescargas por segundo) ao cérebro por eletrodos implantados internamente.

Segundo o Dr. Lozano, a área mais afetada, o hipocampo, mostra sinais de subutilização de glicose nas tomografias, o que significa que a área do cérebro não estaria “funcionando”. Um estudo do grupo publicado na Annals of Neurology consistiu em implantar eletrodos em seis pessoas diagnosticadas com Alzheimer pelo menos um ano antes. Um ano depois da colocação dos implantes, o uso reduzido da glicose havia sido revertido em todos os seis pacientes.

Embora o estudo não seja conclusivo para o uso da técnica em humanos, outro estudo da mesma equipe em ratos mostrou inclusive o nascimento de neurônios após o estímulo eletrônico.

Os estudos referidos estão disponíveis em http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ana.22089/abstract;jsessionid=B78627386E2686B0805A9120F2F01F80.d02t04

e http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21940440

Vamos continuar acompanhando as pesquisas sobre essa doença tão complexa e dolorosa. Que continuem progredindo!

por no dia 9 de dezembro, 2011      nenhum comentário

Blacksmith Institute’s The World’s Worst Toxic Pollution Problems Report 2011

O “2011 World’s Worst Pollution Problems Report” é uma primeira tentativa de quantificar o impacto das indústrias, e dos poluentes tóxicos específicos que geram, na saúde humana. Essa avaliação é baseada em dados recolhidos pelo Blacksmith Institute e pela Green Cross Switzerland sobre “hotspots” (em inglês, “pontos quentes”) de poluição ao redor do mundo. O Blacksmith Institute e a Green Cross Switzerland acreditam que essa pesquisa é vital para demonstrar a verdadeira magnitude dos danos causados pela poluição tóxica nas atividades de mineração, indústria e agricultura, e para a conscientização a respeito do impacto econômico e social da poluição e da necessidade de investimento em e implementação de atividades de limpeza.

Em 2008, o Blacksmith Institute e a Green Cross Switzerland publicaram o relatório “The World’s Worst Pollution Problems: The Top Ten of the Toxic Twenty”. Esse relatório continha uma lista de dez dos mais prevalentes e perigosos problemas relacionados à poluição retirados de uma lista de vinte problemas globais relacionados à poluição. Os critérios de seleção incluíam o número de pessoas afetadas, a toxidade do poluente em questão e a facilidade com que o poluente poderia ser inalado, ingerido ou absorvido.

Em 2011, o relatório revisita o tópico dos dez piores poluentes do planeta, fazendo uso dos dados compilados pelo Blacksmith Institute e pela Green Cross Switzerland desde 2008 a respeito dos hotspots, graças à ajuda de vários doadores. Nesses três anos, o Blacksmith Institute identificou e avaliou mais de 2.000 locais poluídos e coletou dados  sobre as concentrações dos principais poluentes, as fontes industriais e as coordenadas GPS, e observou os efeitos à saúde, as vias de exposição, fotos, mapas, e informações sobre a população potencialmente exposta.

O “2011 World’s Worst Pollution Problems Report” está disponível em PDF em http://worstpolluted.org/files/FileUpload/files/2011/Worlds-Worst-Toxic-Pollution-Problems-2011-Report.pdf

por no dia 2 de dezembro, 2011      nenhum comentário

The Magenta Book – Guidance for evaluation

Para um controle efetivo das finanças públicas é cada vez mais importante assegurar que o dinheiro público seja gasto em atividades que resultem no melhor retorno econômico e social possível. Para tanto, as decisões sobre políticas econômicas devem ser baseadas em dados confiáveis, e uma avaliação de qualidade é vital para a efetividade dessas políticas.

Sem uma avaliação de qualidade, os políticos não têm como saber se as decisões sobre determinada política econômica são boas ou se seus efeitos são negativos. Sem dados concretos para essa avaliação, não há como saber se o dinheiro dos impostos está sendo gasto de forma adequada, ainda que esteja. O conhecimento ganho com uma boa avaliação pode aumentar a eficiência das decisões e é essencial para a qualidade na elaboração de novas políticas econômicas.

Com isso em mente, o Ministério de Economia de Finanças do Reino Unido lançou um guia em duas partes para a avaliação dessas políticas. O HM Treasury’s Green Book e o HM Treasury’s Magenta Book abordam os princípios que devem guiar essa avaliação (Green) e descrevem como essa avaliação deve ser levada a cabo (Magenta).

Para mais detalhes, a versão em PDF do HM Treasury’s Magenta Book (http://www.hm-treasury.gov.uk/d/magenta_book_combined.pdf) está disponível online.

por no dia 26 de novembro, 2011      nenhum comentário