Traduzir é uma função que se desdobra em uma série de atividades distintas: tradução de documentos, textos, contratos, publicações, áudios, filmes, elaboração de legendas e interpretação em palestras e eventos.
O Brasil será sede da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas de 2016, por isso deverá crescer a busca por serviços como tradução de websites, contratos e documentos oficiais, acompanhamentos de reuniões internacionais e monitoramento de atividades turísticas. Pérsio Burkinski, tradutor e intérprete, fala sobre questões como salário inicial e como entrar no mercado de trabalho no vídeo a seguir.
É interessante lembrar que o perfil de quem trabalha como tradutor de textos e com interpretação é bem diferente. “O tradutor é mais solitário, no sentido que faz trabalho na casa dele ou no escritório. Não precisa ter contato grande com outras pessoas. O intérprete precisa ser pessoa que gosta de se comunicar, de falar com os outros, de interatividade, de estar com outras pessoas”, segundo Pérsio. Mas para realizar as ambas as tarefas o profissional precisa pesquisar o assunto que vai traduzir para se familiarizar com o vocabulário da área. “O profissional trabalha com pressão e precisa ter uma preparação muito boa”, segundo o tradutor Eduardo Castelã Nascimento.
Um dos maiores problemas nos cursos universitários de tradução no país é a escassez de experiências profissionais autênticas que os alunos podem ter durante a graduação. Trabalhando em um permanente modo sandbox, os egressos dos cursos de tradução (que por si só já são escassos) têm dificuldades em se ajustar aos prazos e pressões do mercado, e acabam, muitas vezes, perdendo lugar para profissionais com outras formações que não o curso de tradução.
Foi pensando nisso que a Scientific serviu de facilitadora para o que acabou se tornando um projeto de extensão pioneiro no Instituto de Letras da UFRGS. Contatada pelo cliente com uma proposta de parceria, a empresa encaminhou a demanda ao professor Augusto Buchweitz, sob cuja coordenação o projeto atualmente permite aos estudantes de graduação traduzir, dentro de parâmetros realistas de mercado (prazo, exigência de qualidade, etc) os textos do site do Instituto de Engenharia em Saúde. O projeto recebeu do cliente, como contrapartida, computadores portáteis para facilitar o processo de tradução.
Fazemos votos que outros projetos sigam esse modelo, pois acreditamos que esse é justamente o tipo de parceria que pode transformar a qualidade dos cursos de tradução, dando aos seus egressos uma vantagem real (e não meramente burocrática) no mercado de tradução.
Mais algumas dicas retiradas da matéria sobre publicação científica da revista Nature:
- Crie uma pasta para armazenar arquivos relevantes sobre o tema. Isso pode ser muito útil, pois eventualmente as informações coletadas provêm elementos para introdução ou até mesmo ideias para experimentos.
- Mantenha sempre o escopo em foco.
- Não fique desanimado ou frustrado devido a comentários e solicitações meticulosas dos revisores. Responda pacientemente.
- Revise, revise, revise! Lembre-se de que, às vezes, deixar um trabalho de lado por alguns dias ajuda. É mais fácil encontrar detalhes que precisam de ajustes depois de tirar uma folga do texto.
Aprimorar a escrita é um processo permanente; boa parte dos autores afirma ainda estar melhorando mesmo depois de décadas de prática.A matéria publicada na Nature ressalta que ter artigos publicados anteriormente não garante a aceitação de trabalhos no futuro, então é importante “não deixar a peteca cair” e investir permanentemente na qualidade.
Algumas sugestões sobre redação de artigos:
• O autor deve tentar conquistar seus leitores logo no começo do texto: se jornalistas tentam na primeira frase, autores de artigos científicos devem fazer isso na introdução. É importante que duas coisas fiquem evidentes: que você domina o assunto e que tem algo novo para acrescentar sobre o tópico. Os editores devem ser conquistados logo na leitura do abstract.
• Seja claro e conciso, os autores G. D. Gopen e J. A. Swan afirmam, em uma matéria na American Scientist: “Não diga ‘roedor’ quando quer dizer ‘rato’. A ciência já é complicada o suficiente.”.
• “Escrever é cortar palavras”, como afirmou Carlos Drummond de Andrade. A mensagem central de um texto causa maior impacto se não se perder entre conteúdo desnecessário.
• Não exclua arquivo algum: guarde todas as versões. Nunca se sabe qual trecho poderá ser útil para outro trabalho.
A revista Nature publicou recentemente uma matéria com dicas para autores de artigos científicos que abordam desde quais as características de uma boa pesquisa até ideias para superar o famoso “bloqueio de escritor”. Apesar de simples, essas sugestões são realmente úteis para quem deseja ver seu artigo publicado em uma revista de qualidade.
Seguir os padrões das revistas é importante para que os artigos sejam aceitos. Para começar, antes de escrever um artigo sobre uma pesquisa, é relevante identificar uma revista onde o tema pode ser publicado e o público alvo do assunto. A partir daí é possível observar artigos já publicados pela revista e compreender informações gerais, como as seções que compõe o texto e seu tamanho. Por exemplo: quantos parágrafos são utilizados na discussão? E na descrição dos métodos?
Eileen White, diretora sênior do Cancer Prevention Research, afirma que as boas pesquisas são caracterizadas por um problema interessante, experimentos que o testam e uma resposta final. É crucial utilizar dados concretos para dar suporte às conclusões no texto, não esquecendo de que uma grande quantidade de dados não é sinônimo de relevância. As informações precisam ser objetivas e conclusivas, especialmente em artigos científicos.
A importância da qualidade do trabalho é constantemente ressaltada na matéria, que afirma: é melhor produzir um ou dois textos com ótimas pesquisas do que vários textos menos elaborados.
A tradução é o tema desta página na qual Juliana Lemos compila citações célebres e tweets casuais de tradutores e comentadores desse ofício cheio de ossos. Ótima dica para entusiastas e diletantes sobre o que está em jogo dentro e fora do processo tradutório. A mistura de canônico e vernacular empresta um sabor deliciosamente híbrido à compilação, e você pode ler algumas de nossas citações favoritas abaixo.
Quando é que o pessoal vai entender que tradução NÃO é igual a canetas, onde se pode tirar 3 orçamentos e ir no mais barato?
Hoje (30 de setembro) é dia do tradutor. Por isso, nós da Scientific queremos aproveitar a oportunidade para expressar nossa admiração e respeito por essa profissão cuja história se confunde com a do próprio conhecimento. Sem tradutores, não pode haver pontes entre culturas: apenas abismos. Acreditamos verdadeiramente que a tradução desempenha um papel crucial no avanço de tecnologias e na construção de uma humanidade mais tolerante e, por isso, valorizamos o conhecimento técnico e o talento de nossos profissionais.
A todos os tradutores que trabalham conosco, nosso sincero agradecimento e votos de que esta parceria siga forte e frutífera.
Fantástica esta iniciativa da Oxford University Press, que reuniu algumas das palavras abandonadas da língua inglesa para que sejam adotadas no site Save the Words (salve as palavras). Ao adotar uma palavra, você se compromete a usá-la em seu dia-a-dia com a maior frequência possível, tanto na forma falada quanto na escrita. Bem que o @NovoHouaiss poderia fazer uma versão para português brasileiro, para salvar palavras como ecfrático (aperitivo) ou cachenê (cachecol que cobre até o nariz) da extinção.
A Scientific Linguagem oferece revisão, edição, tradução e formatação de texto científico e corporativo. Trabalha também com a produção de revistas biomédicas.
Twitter
Kit para autores
Coleção de links úteis para autores de artigos científicos, com informações sobre publicações, normas, instruções e linguagem médica.
- Index Medicus;
- Instruções para autores de revistas biomédicas internacionais;
- Normas de Vancouver;
- ISI Web of Knowegde;
Para saber mais clique aqui.