Ciência, Medicina e Saúde

Um futuro sem antibióticos?

Um artigo publicado na Lancet Infectious Diseases traz à tona a questão: será o fim dos antibióticos? O professor Tim Walsh descobriu recentemente o gene NDM 1, que se espalha entre as bactérias e as torna resistentes aos antibióticos mais fortes desenvolvidos até agora.

A má administração de antibióticos (ações como suspender o tratamento uma vez que os sintomas desaparecem) facilita o desenvolvimento da resistência das bactérias. A estimativa é de que nos próximos 10 anos os antibióticos utilizados atualmente não tenham efeito.

Além da evolução das bactérias há o problema da falta de investimento em pesquisa e desenvolvimento de novos antibióticos. Nos anos 90 a indústria farmacêutica passou a dar mais atenção a outros tipos de medicamento. Isso porque além dos antibióticos se tornarem obsoletos depois de algum tempo, geralmente são consumidos durante um período curto se comparados a outros tipos de remédio.

O Dr. David Livermore, diretor do laboratório de referência e monitoramento de resistência antibiótica em Londres, ressalta que boa parte da medicina moderna se torna impraticável se não tivermos como tratar infecções. Transplantes, por exemplo, se tornam perigosos demais, já que o sistema imunológico fica debilitado após a cirurgia, deixando o corpo suscetível a infecções. Doenças como pneumonia e tuberculose voltam a ser altamente perigosas.

O professor Richard James, diretor do centro de cuidados de infecções relacionadas à assistência à saúde de Nottingham, apresenta uma ideia para incentivar a produção de novos antibióticos: criar uma taxa. Ele compara antibióticos a um recurso como petróleo, e afirma que mesmo que taxas pareçam injustas para um medicamento necessário para salvar vidas, é preciso fazer alguma coisa, afinal antibióticos com taxa seriam melhores que antibiótico nenhum.

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por no dia 25 de fevereiro, 2011      nenhum comentário

Links para artigos científicos

Algumas revistas da editora Lippincott Williams & Wilkins disponibilizaram artigos na íntegra em seus sites. Pra quem estiver interessado, os links são estes:

Neurosurgery – Concealed Neuroanatomy in Michelangelo’s Separation of Light From Darkness in the Sistine Chapel

Anesthesiology – Practice Guidelines for Chronic Pain Management: An Updated Report by the American Society of Anesthesiologists Task Force on Chronic Pain Management and the American Society of Regional Anesthesia and Pain Medicine

Regional Anesthesia & Pain Medicine – Regional Anesthesia in the Patient Receiving Antithrombotic or Thrombolytic Therapy: American Society of Regional Anesthesia and Pain Medicine Evidence-Based Guidelines (Third Edition)

Obstetrics & Gynecology – Endometrial Cancer in Postmenopausal Women Using Estradiol-Progestin Therapy

Medicine & Science in Sports & Exercise – Appropriate Physical Activity Intervention Strategies for Weight Loss and Prevention of Weight Regain for Adults

Boa leitura!

por no dia 21 de dezembro, 2010      1 comentário

Estudo aponta especifidades no cérebro de pilotos de caça

Diferenças na matéria branca (em rosa) e nas conexões entre as áreas

Pilotos de caça são reconhecidos pela habilidade de controlar vários comandos simultaneamente com rapidez. Na Royal Air Force, por exemplo, eles são treinados para voar em velocidades supersônicas com baixa altitude, nesse contexto não há espaço para erros, é necessário ter a capacidade de fazer escolhas precisas sob pressão.

Um estudo realizado na University College London (UCL) comparou imagens de ressonância magnética dos cérebros de pilotos e de um grupo de pessoas voluntárias enquanto respondiam testes de cognição. A análise revelou diferenças na matéria branca e nas conexões no hemisfério direito no cérebro dos pilotos. Estudiosos acreditam que o alto desenvolvimento do controle cognitivo está relacionado com essas especificidades.

Não ficou determinado se as diferenças são desenvolvidas devido ao treinamento dos pilotos, ou se eles nasceram assim e por isso tiveram maior sucesso na carreira. Segundo o professor Masud Husain, que participou da pesquisa, há indícios de que os pilotos tenham nascido com essas características específicas. O grupo de pesquisadores da UCL pretende realizar mais estudos do mesmo gênero com profissionais de várias áreas, procurando por outras diferenças na estrutura do cérebro.

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por no dia 17 de dezembro, 2010      nenhum comentário

Pesquisa revela padrões nas retratações de artigos científicos

Cerca de um terço dos artigos científicos “despublicados” são provenientes da Ásia, segundo uma pesquisa publicada no Journal of Medical Ethics. O trabalho desenvolvido por Grant Steen utilizou o banco de dados da PubMed, um dos principais da área biomédica, para fazer o levantamento de todas as pesquisas retratadas na última década devido a erros ou fraudes.
Entre algumas descobertas interessantes, o levantamento indicou que nos Estados Unidos ocorrem mais fraudes do que erros. Autores que cometem fraudes geralmente submetem seus trabalhos em revistas científicas reconhecidas e de maior impacto.  Além disso, a pesquisa revelou que no Brasil apenas 5 artigos foram retratados entre 2000 e 2010, nenhum deles por fraude.
Os interessados na pesquisa podem acessá-la na íntegra pelo portal do Capes.

por no dia 14 de dezembro, 2010      nenhum comentário

Avanços alcançados pelo SUS

Um artigo publicado recentemente no BMJ fala sobre os avanços alcançados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos 15 anos. Entre os resultados positivos está a queda da mortalidade infantil: de 48 para 17 entre cada 1000.

Segundo o artigo, boa parte do sucesso do SUS pode ser atribuído ao Programa Saúde da Família. Constituído por times multidisciplinares (médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e outros profissionais da área), o programa oferece serviços de atenção primária à saúde para 55% da população brasileira, e é projetado para que os profissionais da saúde atendam nas regiões onde residem, visitando as casas ao menos uma vez por mês.

Um aspecto muito interessante é a eficiência do programa, que é oferecido em grande escala e com baixo custo, cerca de $31-50 por pessoa ao ano. De acordo com a revista britânica, países como os Estados Unidos podem aprender observando o programa brasileiro.
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por no dia 10 de dezembro, 2010      nenhum comentário

Posse na Academia Brasileira de Odontogia

Marília Gerhardt de Oliveira, nossa cliente e parceira há vários anos, recentemente tomou posse da cadeira 77 da Academia Brasileira de Odontologia. Marília é professora titular da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e cirurgiã e traumatologista bucomaxilofacial do Grupo Hospitalar Conceição e do Hospital São Lucas da PUCRS. Atua com ênfase em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial e estomatologia clínica. É pesquisadora por produtividade e líder dos grupos de pesquisa Deformidades Faciais e Traumatismos Bucomaxilofaciais do CNPq. A equipe da Scientific dá os parabéns à Marília pela conquista!

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por no dia 6 de dezembro, 2010      1 comentário

Dicas para ter seu artigo publicado (3/3)

Mais algumas dicas retiradas da matéria sobre publicação científica da revista Nature:

- Crie uma pasta para armazenar arquivos relevantes sobre o tema. Isso pode ser muito útil, pois eventualmente as informações coletadas provêm elementos para introdução ou até mesmo ideias para experimentos.

- Mantenha sempre o escopo em foco.

- Não fique desanimado ou frustrado devido a comentários e solicitações meticulosas dos revisores. Responda pacientemente.

- Revise, revise, revise! Lembre-se de que, às vezes, deixar um trabalho de lado por alguns dias ajuda. É mais fácil encontrar detalhes que precisam de ajustes depois de tirar uma folga do texto.

por no dia 19 de novembro, 2010      nenhum comentário

Dicas para ter seu artigo publicado (2/3)

Aprimorar a escrita é um processo permanente; boa parte dos autores afirma ainda estar melhorando mesmo depois de décadas de prática.A matéria publicada na Nature ressalta que ter artigos publicados anteriormente não garante a aceitação de trabalhos no futuro, então é importante “não deixar a peteca cair” e investir permanentemente na qualidade.

Algumas sugestões sobre redação de artigos:

• O autor deve tentar conquistar seus leitores logo no começo do texto: se jornalistas tentam na primeira frase, autores de artigos científicos devem fazer isso na introdução. É importante que duas coisas fiquem evidentes: que você domina o assunto e que tem algo novo para acrescentar sobre o tópico. Os editores devem ser conquistados logo na leitura do abstract.

• Seja claro e conciso, os autores G. D. Gopen e J. A. Swan afirmam, em uma matéria na American Scientist: “Não diga ‘roedor’ quando quer dizer ‘rato’. A ciência já é complicada o suficiente.”.

• “Escrever é cortar palavras”, como afirmou Carlos Drummond de Andrade. A mensagem central de um texto causa maior impacto se não se perder entre conteúdo desnecessário.

• Não exclua arquivo algum: guarde todas as versões. Nunca se sabe qual trecho poderá ser útil para outro trabalho.

• Escreva todo dia, se possível.

por no dia 17 de novembro, 2010      nenhum comentário

Mês de conscientização contra a diabetes

Para marcar o mês de conscientização contra a diabetes, doença que tomou proporções epidêmicas nos EUA, a editora científica Lippincott Williams and Wilkins está disponibilizando gratuitamente alguns artigos sobre o tema. É uma boa oportunidade para se atualizar e incentivar seus pacientes a agirem proativamente para evitar a doença.

por no dia 16 de novembro, 2010      nenhum comentário

Dicas para ter seu artigo publicado (1/3)

A revista Nature publicou recentemente uma matéria com dicas para autores de artigos científicos que abordam desde quais as características de uma boa pesquisa até ideias para superar o famoso “bloqueio de escritor”. Apesar de simples, essas sugestões são realmente úteis para quem deseja ver seu artigo publicado em uma revista de qualidade.

Seguir os padrões das revistas é importante para que os artigos sejam aceitos. Para começar, antes de escrever um artigo sobre uma pesquisa, é relevante identificar uma revista onde o tema pode ser publicado e o público alvo do assunto. A partir daí é possível observar artigos já publicados pela revista e compreender informações gerais, como as seções que compõe o texto e seu tamanho. Por exemplo: quantos parágrafos são utilizados na discussão? E na descrição dos métodos?

Eileen White, diretora sênior do Cancer Prevention Research, afirma que as boas pesquisas são caracterizadas por um problema interessante, experimentos que o testam e uma resposta final. É crucial utilizar dados concretos para dar suporte às conclusões no texto, não esquecendo de que uma grande quantidade de dados não é sinônimo de relevância. As informações precisam ser objetivas e conclusivas, especialmente em artigos científicos.

A importância da qualidade do trabalho é constantemente ressaltada na matéria, que afirma: é melhor produzir um ou dois textos com ótimas pesquisas do que vários textos menos elaborados.

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por no dia 15 de novembro, 2010      nenhum comentário