Reciclagem

Segundo dados do Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem), no Brasil, apenas 327 municípios possuem algum tipo de coleta seletiva pública, 6% do total. Desses, apenas sete possuem coleta 100% seletiva: Curitiba (PR), Itabira (MG), Londrina (PR), Santo André (SP), Santos (SP), Diadema (SP) e Goiânia (GO).

Já segundo a Unicef, 3.580 municípios brasileiros possuem lixões.

Nas cidades ou mesmo nos bairros em que não existe coleta seletiva, o recolhimento do chamado “lixo seco” é feito por catadores ou cooperativas, que geralmente vendem os resíduos. Infelizmente, esse processo é pautado pelo preço da reciclagem de cada material. O alumínio, por exemplo, é facilmente reciclado, e o processo custa menos ao fabricante do que a produção “virgem”, o que favorece a reciclagem.

No caso do plástico, e especificamente de garrafas PET, há leis que determinam que as empresas devem ter uma determinada porcentagem do produto proveniente de material reciclado. No entanto, o plástico das sacolas de supermercado, utilizado para o próprio descarte de todos os tipos de lixo, raramente é reciclado.

Já materiais como isopor e caixas de leite, por exemplo, precisam passar por processos longos e caros, além das dificuldades de transporte e armazenamento, o que faz com que sejam reciclados em menor quantidade.

Sabendo disso não é difícil entender por que o Brasil é um dos campeões mundiais na reciclagem de latas de alumínio, mas falha na reciclagem de outros materiais.

Além dos empecilhos logísticos ligados à coleta e separação correta do lixo, um problema grave é o dos resíduos que não podem ser reciclados e tampouco descartados com a matéria orgânica. Pilhas usadas e material de isolamento para construções, por exemplo, são tóxicos quando deixados no meio ambiente, e não podem ser reciclados. Há, no entanto, formas alternativas de armazenar esses resíduos. Um condomínio na cidade de Bertioga (SP) encontrou uma ótima solução para o armazenamento de pilhas usadas: as pilhas recolhidas são colocadas em blocos de concreto, que são posteriormente utilizados na construção e reforma das estruturas do próprio condomínio. Com a proteção de concreto, as pilhas deixam de liberar os componentes tóxicos no meio ambiente.

Alguns críticos argumentam que a reciclagem é um processo muito caro e trabalhoso se comparado à produção com matéria-prima “virgem”, e que os empregos gerados por esse processo são substitutos menores aos vinculados a madeireiras e à mineração. Vale lembrar, no entanto, que os recursos naturais utilizados nas indústrias de produção vinculadas a matérias-primas virgens, mesmo quando renováveis (no caso das madeireiras), causam danos ao meio ambiente cuja recuperação leva anos (e custa caro), e a poluição causada pelo aterro ou incineração de lixo é extremamente prejudicial ao planeta.

 

Nesse sentido, a reciclagem pode ser vista como um ótimo investimento.

 

Fontes e links interessantes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Recycling

http://www.environment-green.com/More_Recycling_Facts_and_Statistics.html

http://www.cityftmyers.com/Departments/PublicWorks/Divisions/SolidWasteUtilities/SolidWaste/RecyclingStatistics/tabid/1092/Default.aspx

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/conteudo_250712.shtml

http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/gari/cuidando.html

http://www.klickeducacao.com.br/enciclo/encicloverb/0,5977,POR-12434,00.html

http://www.klickeducacao.com.br/materia/16/display/0,5912,POR-16-39-638-,00.html

http://www.cempre.org.br/cempre_institucional.php

por no dia 20 de janeiro, 2012      nenhum comentário

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